quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

A Batalha de Lechfeld

“Enquanto em 955 o rei Otton estava em campanha contra os eslavos, um exército húngaro de mais de 100.000 homens abateu-se sobre a Baviera, devastando-a. A vitória que o rei obteve sobre esse inimigo a 10 de agosto em Lechfeld, junto de Augsburgo, é uma das mais formosas, digna de agradecer-se e cheia de conseqüências.
A Alemanha teve desde então tranqüilidade, a derrota trouxe como efeito para os húngaros a conversão ao Cristianismo e, com isso, a entrada no concerto dos reinos católicos.
A derrota de Lechfeld foi a salvação da nação húngara. Se os húngaros tivessem permanecido pagãos, teriam compartilhado a sorte dos hunos e ávaros, os quais finalmente sucumbiram ante os povos civilizados.
Sem declaração de guerra, os húngaros tinham invadido a Alemanha a mando de três generais: Lehel, Bultzu e Botend. Tentaram tomar Augsburgo, protegida por um simples muro.
O Duque Henrique estava doente em Regensburg. A surpresa foi tão rápida e violenta que o exército bávaro não pôde reunir-se do outro lado do Lech.
Se Augsburgo se sustentasse alguns dias, Otton teria tempo para reunir um exército. Isto ter sido possível foi mérito de Santo Ulrico, Bispo de Augsburgo, fiel partidário do rei.
Com a confiança em Deus própria de um Santo, com o valor de um herói e a prudência de um general, Santo Ulrico dirigiu a defesa da cidade.
Refreiou os temerários, e suas palavras e orações inflamaram o menosprezo da vida nos corações dos tímidos. Um assalto se seguia a outro. Entre a chuva dos projéteis, o Prelado de 65 anos, com ornamentos sacerdotais, sem escudo, montado a cavalo, sem ser ferido por nenhuma seta, inflamava os lutadores, consolava os feridos e dava conselhos e ordens.
– “Ainda nas sombras da morte, não temo, porque Vós estais comigo, ó Senhor” era a máxima do heróico bispo.
Cada dia crescia o perigo, mas também aumentava o entusiasmo da resistência, ao passo que os comandantes dos húngaros tinham de empurrar a chibatadas suas coortes contra os católicos, quando o som dos olifantes surpreendeu os assediantes, que nas suas costas viram ondular ao longe as bandeiras das tropas imperiais.
De fato, Otton avançava com uma tropa escolhida de saxões, caminhando por Weissengur a Denauwort. Chamou a si a Boêmia, a Suábia e as tropas da Baviera:
“Também o Duque Conrado, com uma numerosa cavalaria, chegou ao acampamento, e animados por sua chegada, os guerreiros desejavam que não se diferisse a peleja. No combate, ora a pé, ora a cavalo, era irresistível. Para seus amigos era tão caro na guerra como na paz”.
Os húngaros recolheram-se na margem esquerda do Lech. Um profundo sentimento religioso penetrava o exército alemão.
“A 9 de agosto mandou-se fazer no acampamento um jejum e que todos estivessem preparados para a batalha no dia seguinte. Com o primeiro alvor da manhã puseram-se de pé, deram-se mutuamente a paz, e juraram primeiro a seus chefes e logo uns para com outros o mútuo auxílio. Logo saíram do acampamento com as bandeiras ao vento, em número de oito legiões. O exército foi conduzido por um terreno acidentado e difícil, para que os inimigos não tivessem ocasião de inquietar a expedição com suas setas”.
As três primeiras legiões constituíam-se de bávaros, a quarta de francos a mando de Conrado, a quinta de escolhidos entre milhares de guerreiros, a mando do próprio Otton, em cuja bandeira estava pintado o arcanjo São Miguel, vencedor dos poderes das trevas.
A sexta e sétima divisões as formavam os suavos a mando de Burkhard II, pois não possuíam ainda o direito de lugar à frente no Império.
Os boêmios, como oitava legião, protegiam as bagagens. Uma divisão de húngaros tinha rodeado o exército formando um largo arco. Com um ataque súbito dispersou a legião de boêmios e pôs os suavos em confusão.
Somente Conrado com seus francos voltou a estabelecer a ordem. Otton já tinha formado sua ordem de batalha, e depois de uma alocução entusiasta, lançou-se com os seus contra o inimigo.
A luta foi longa e árdua. A vitória completa pela tarde. Os inimigos que não juncavam o campo de batalha fugiram sem ordem. Poucos chegaram a seu país. Segundo a lenda magiar, só sete, que foram declarados eternamente sem honra e incapazes de a possuir. Em toda parte levantou-se o povo dos campos como para uma caçada.
Matou e queimou os húngaros fugitivos, julgou-os em fossos, e em um dia vingou-se das injúrias de cinqüenta anos!
Os capitães prisioneiros, Botond, Lehel e Bultzu, não foram tratados conforme o direito da guerra, mas enforcados afrontosamente em Regensburg, porque sem declaração de guerra tinham invadido o país.
Mas com o júbilo misturou-se a tristeza pelo favorito do exército, o heróico Conrado, “o qual, sentindo excessivo calor pelo fogo interior e a violência do sol, que estava muito forte naquele dia, abriu a base do elmo para tomar ar, e caiu ferido na garganta por uma seta”.
Debaixo de sua couraça achou-se um cilício, sinal de quão arrependido estava de sua rebelião, a qual expiou com suas heróicas façanhas e seu sangue.
A derrota de Lechfeld teve para os húngaros o efeito de quebrar a força bárbara da nação e fazer com que os elementos mais nobres ali vencessem.
Outra conseqüência da vitória do dia de São Lourenço foi a fundação das Markas, de onde foi-se formando pouco a pouco a Áustria atual (a Ostmark, que depois seria o Österreich).”
(João Batista Weiss, História Universal)

http://heroismedievais.blogspot.com.br

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Marina Tsvetaeva: Andas, Pareces Comigo


Andas, pareces comigo,
Com os olhos abaixados.
Eu também os abaixava!
Passante, queira parar!

Leia – deixe seu buquê:
Botão de ouro, papoula –
Que me chamavam Marina
E quantos anos eu tinha.

Não ache que é um túmulo,
Que surgirei, assombrando…
Eu amei demais sozinha
Ria, quando não podia!

Sangue fluía na pele
E meus cachos enrolavam…
Eu, passante, também fui!
Passante, queira parar!

Pegue um galho selvagem
E depois uma amora:
Morango de cemitério
Não há maior nem mais doce.

Só não fique aí sombrio,
Cabeça baixa no peito.
Em mim pense levemente,
E me esqueça levemente.

Como luz te ilumina!
Coberto de pó de ouro…
– Que não te deixe confuso
Minha voz que vem da terra.


Tradução de Helder da Rocha

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O dia da infâmia: o embuste de Pearl Harbor

“Será que Washington tornou possível e facilitou mesmo o ataque a Pearl Harbor, com o propósito de impulsionar os Estados Unidos a entrarem na Segunda Guerra Mundial? Alguns historiadores estão convencidos de que o Presidente Franklin Roosevelt desejava, precisamente, que acontecesse um evento assim, que derrotasse a resolução popular de a América se manter à margem das guerras da Europa e da Ásia.
Nem todos os historiadores aceitam a explicação de ter havido uma conspiração a alto nível, incitando a um ataque dos Japoneses, para levar a América a entrar em guerra na Europa; mas o certo é que muito se demonstrara forçadamente a favor da existência de tal conspiração, a começar pelo livro de George Morgenstern editado em 1947, Pearl Harbor: The Story of the Secret War (Pearl Harbor: A História de uma Guerra Secreta).
O caso é que, embora tenha prometido ao Povo Americano, solene e repetidamente, que não enviaria os seus filhos para uma guerra no exterior, a não ser que os E.U.A. fossem atacados primeiro, o Presidente Roosevelt tratou logo de orquestrar aquele ataque, que lhe era necessário para entrar na Guerra. É frequentemente citada a este respeito a afirmação de Roosevelt ao seu Secretário de Guerra, Henry L. Stimson, de que a grande dificuldade estava em saber “que manobras deveremos fazer para obrigarmos os Japoneses a disparar primeiro, sem nos expormos, ao mesmo tempo, a um perigo grande demais.”
Como estes historiadores observam, as “manobras” que o Presidente parece ter escolhido para provocar o Japão (e para facilitar um ataque a Pearl Harbor suficientemente bem-sucedido para indignar o público americano) começaram em 1940, com sanções econômicas paralisantes promulgadas contra o Japão (ações verdadeiramente mortíferas, autênticos atos de guerra). É bem conhecido também que Washington não transmitiu ao Comando da Marinha no Hawaii excertos expressivos de informações secretas, recolhidas a partir da decifração de escutas de rádio dos Japoneses que indicavam que estaria iminente um ataque a Pearl Harbor.
John Weir, do Instituto para a Investigação Histórica, descreve a crescente pressão econômica aplicada por Roosevelt ao Japão, que incluía o congelamento dos bens dos Japoneses nos E.U.A. e o embargo do petróleo, de que eles precisavam desesperadamente:
“Em Setembro de 1940, Roosevelt impôs-lhe um embargo de toda a exportação de sucata de ferro e aço. A 26 de Julho de 1941, ordenou ainda a congelação de todos os bens dos Japoneses nos Estados Unidos, o que acabou com o comércio entre os dois países. Esta medida foi um duro golpe contra o Japão, que dependia muito dos E.U.A. quanto à sucata de ferro e aço, e quanto ao petróleo e seus derivados. A ordem de Roosevelt, correspondente a uma declaração de guerra econômica, ameaçou a sobrevivência do Japão como uma nação desenvolvida e industrializada.”
Dizer que semelhante guerra econômica “ameaçou a sobrevivência do Japão como uma nação industrializada” é um modo eufemístico de descrever as dificuldades que passou o Japão sob estas sanções. Para sermos mais precisos, devemos dar-nos conta de que as sanções econômicas podem matar pessoas, em especial os pobres e os fisicamente mais debilitados. (As crianças são as mais vulneráveis à escassez, e estão geralmente entre os primeiros a perecer. Invariavelmente, os ricos sobrevivem melhor do que os pobres, por poderem pagar mais pela comida e por medicamentos que ainda haja no “mercado negro”.)
Seria útil imaginarmos só por um momento aquela situação, e tentarmos compreender exatamente como seria a transição de um país industrializado do “primeiro mundo” que se visse obrigado a regressar a uma economia “terceiro-mundista”. Haveria, quase de certeza, uma morte amplamente generalizada, por causa da fome e da falta de cuidados médicos, e talvez também pela violência das multidões, desesperadas à procura de comida e de outros bens indispensáveis. Na verdade, as sanções podem ser tão mortíferas como as balas, e muitos as consideram atos de guerra.
O historiador Robert Thompson acrescenta:
“Aqui houve mais do que mera dissuasão; houve uma dissuasão que foi igual a uma provocação. Terá essa provocação sido deliberada? Por três vezes – duas delas ao Lord Halifax e uma vez ao Primeiro-Ministro Winston Churchill – Franklin Roosevelt dera a entender que estava a tentar forçar um casus belli – ‘um incidente’ que colocasse a América mais profundamente dentro do combate.”
A exigência, por parte do público americano, de uma explicação sobre como poderia ter ocorrido o humilhante desastre de Pearl Harbor, levou a uma condenação imediata do Almirante Husband E. Kimmel, Comandante-em-Chefe da Frota Pacífica Americana. Uma comissão de investigação nomeada pelo Presidente Roosevelt determinou que Kimmel era culpado de negligência no cumprimento do dever (e todas as importantes personalidades políticas e militares de Washington, por sua vez, foram exoneradas por esta mesma “Comissão Roberts” – presidida por Owen Roberts, Juiz do Supremo Tribunal.)
Kimmel foi destituído do cargo (e mesmo degradado) dez dias depois do ataque. Após os procedimentos iniciais, todas as solicitações de Kimmel para estar presente a um Tribunal Militar (perante o qual ele teria tido oportunidade de limpar seu nome) lhe foram sistematicamente recusadas.
Contudo, investigações subsequentes estabeleceram de modo conclusivo que a negligência no cumprimento do dever revelada por Washington naquela altura excedera de longe a culpa de Kimmel com respeito ao despreparo da Frota Pacífica perante o ataque Japonês.
Foi convocado a 24 de Julho de 1944 um Tribunal Naval de Inquérito que (em resposta a um ato do Congresso de 13 de Julho) retirou totalmente ao Almirante Kimmel o ônus da culpa, culpando em seu lugar o Almirante Harold Stark (à altura chefe das operações marítimas de Pearl Harbor), por não ter avisado Kimmel da informação secreta já conhecida antes do ataque.
Mais tarde, exigiu-se a um Comitê Conjunto do Congresso, convocado a 15 de Novembro de 1945, uma investigação exaustiva sobre o desastre de Pearl Harbor, para a qual a Administração Truman facultou todos os documentos secretos relevantes, inclusive todas as mensagens de rádio japonesas interceptadas. O Comitê interrogou todos os participantes no incidente que ainda estavam vivos, à exceção do Secretário de Guerra Stimson por estar gravemente doente. As conclusões desta investigação atribuíram ao Almirante Kimmel apenas a culpa por erros de discernimento, mas incluíram também uma censura ao Presidente Roosevelt e uma acusação contra a liderança de Washington (nomeadamente contra os Secretários Stimson e Knox, os Generais Marshall e Gerow, e o Almirante Stark) por não terem fornecido a informação secreta em questão aos oficiais em Pearl Harbor.
Elemento poderoso para a alteração da opinião pública sobre este triste episódio da História, mais ainda do que estas exonerações oficiais, foi o testemunho do General Albert Coady Wedemeyer, Comandante veterano do teatro de guerra asiático, durante a Segunda Guerra Mundial, altamente condecorado e universalmente respeitado. O General Wedemeyer começa e termina o extenso volume das suas memórias, editadas em 1958, com uma declaração enfática afirmando que tanto o ataque a Pearl Harbor como a participação dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial poderiam e deveriam ter sido evitados.
“Essas mensagens [interceptadas e decifradas] indicavam, enfim, a hora, o lugar, e o caráter do ataque a Pearl Harbor com vários dias de antecedência em relação ao dia 7 de Dezembro (...) A 4 de Dezembro de 1941, recebemos informações definitivas de duas fontes independentes, em como o Japão atacaria os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, embora mantendo a paz com a Rússia. E revelam as mensagens interceptadas a 6 de Dezembro que os Japoneses atacariam algum local no dia seguinte. O Presidente Roosevelt teve, portanto, bastante tempo para emitir uma advertência que talvez tivesse feito com que os Japoneses suspendessem o ataque... Quer suspendessem quer não, de qualquer maneira não teríamos permitido que 3.500 Americanos morressem no Hawaii sem uma oportunidade de se defenderem...
“O colosso soviético não dominaria agora metade do mundo, se os Estados Unidos se tivessem mantido à margem da guerra – pelo menos até que a Rússia Soviética e a Alemanha Nazi se tivessem esgotado uma à outra. Mas Franklin D. Roosevelt, o proclamado campeão da democracia daquela altura, era tão bem-sucedido como qualquer ditador o poderia ter sido, ao manter tanto o Congresso como o público na ignorância dos seus compromissos secretos com a Grã-Bretanha. Eram compromissos que desprezavam a vontade dos eleitores – aqueles que o tinham reeleito mal ele lhes prometera que nos manteria fora da Guerra. O fato de o ataque do Japão ter sido deliberadamente provocado foi completamente obscurecido pelo desastre em Pearl Harbor, em si mesmo. O Presidente Roosevelt manobrou-nos habilmente para nos obrigar a entrar na Guerra, pelas suas ações contra a Alemanha que, de um modo evidente, não eram imparciais, e pelo ultimato final feito ao Japão.”
Outros militares também testemunharam publicamente para esclarecer o registro histórico em prol de Kimmel. Entre eles, um dos mais notáveis é o Contra-Almirante Edwin T. Layton (que servia como oficial dos Serviços Secretos de Kimmel no momento do ataque), e ainda o Capitão Edward L. Beach (que ganhou fama internacional em 1960, como Comandante do primeiro submarino a fazer a circunavegação do mundo sem emergir, voltando a traçar o percurso seguido por Fernão de Magalhães em 1519).
Cada um destes autores mantém que Kimmel foi o bode expiatório de um desastre causado por um grupinho dos seus superiores em Washington que impediram Kimmel e o seu pessoal de receberem relatórios importantíssimos dos Serviços Secretos (tais como as mensagens decifradas que tinham sido enviadas de Honolulu para Tóquio por um espião Japonês, Takeo Yoshikawa, que observava e relatava diariamente a posição exata dos navios de guerra em Pearl Harbor, usando um sistema de rede claramente desenhado para possibilitar a fixação de alvos para os torpedos e bombas.)
Numa entrevista em 1958, Kimmel aludiu ao Presidente Roosevelt como sendo a pessoa responsável pela maior catástrofe militar da nação:
“Acredito piamente que não nos deram – nem ao General Short nem a mim – as informações que Washington possuía, e que nós não fomos informados do ataque iminente, porque se temia que quaisquer ações no Hawaii pudessem dissuadir os Japoneses de atacar. Ora, o nosso Presidente tinha prometido repetidamente ao povo Americano que os Estados Unidos não entrariam na Guerra, a não ser que fôssemos atacados. O ataque Japonês contra a frota situaria os Estados Unidos no teatro da Guerra, com o total apoio do público Americano.”
É um panorama tenebroso que emerge. Tal como escreve Dean Manion, do Instituto para a Investigação Histórica:
“O Povo Americano não sabia que o Presidente e os seus principais assessores militares em Washington foram interceptando, durante muitos meses, mensagens secretas Japonesas, e que... essa informação pavorosa e significativa tinha sido deliberadamente negada aos homens que mais merecedores eram de a conhecer: os altos comandos das Forças Armadas Americanas do Exército e da Marinha no Hawaii...
“Alguns dias depois de terem lançado as bombas [sobre Pearl Harbor], o Presidente Roosevelt fez uma alocução radiofônica ao Povo Americano, na qual condenou a perfídia que nos impulsionara para a Guerra, denominando aquele Domingo, 7 de Dezembro de 1941, ‘um dia que viverá na infâmia’. O Sr. Roosevelt nunca foi mais verdadeiramente profético do que quando disse aquelas palavras. A infâmia do Domingo, 7 de Dezembro de 1941, faz-se cada vez mais notória a cada ano que passa. Esse dia calamitoso estabelece-se firmemente na História cada vez com mais certeza, por ser o momento infame em que mais de 3.000 soldados e marinheiros Americanos receberam uma sentença de morte violenta e repentina, por causa do abandono calculado e deliberado do seu próprio Comandante-em-Chefe.”
Como mencionamos supra, alguns historiadores têm receio de ratificar esta explicação, sumamente evidente, de o Presidente FDR ter manobrado a América, levando-a a entrar na Guerra. Não podemos deixar de nos interrogar a nós próprios se tal relutância não nasceria, em muitos casos, do receio de pôr em perigo os postos profissionais que eles ocupavam, assentes em subsídios governamentais, e que serviam, afinal, para eles difundirem o “pensamento controlado”. Qualquer que fosse o caso, parece-nos manifesto que as fontes de informação oficiais, no que diz respeito à controvérsia de Pearl Harbor, permanecem ainda hoje vedadas ao público, quase 75 anos depois dos eventos em questão, enquanto documentos e gravações relacionados com assuntos como o Incidente do Golfo de Tonkin e a Operação Northwoods (que aconteceram décadas depois do ataque a Pearl Harbor) foram já retirados completamente aos Serviços Secretos e dados a público.
Quem sabe se algum dia, provavelmente, aqueles historiadores que insistem em menosprezar a asseveração de que o ataque Japonês a Pearl Harbor foi provocado e utilizado com fins propagandísticos pelo Presidente Roosevelt (e os seus cúmplices e apoiantes dentro do Governo) chegarão a admitir estes fatos, e se os arquivos ainda encerrados do Governo Americano chegarão a ser, por fim, revelados? A ocultação que continua, até à data, dos documentos oficiais no que diz respeito a Pearl Harbor, é um testemunho claro das provas, já muito evidentes, de que o ataque Japonês foi provocado intencionalmente por FDR para levar os E.U.A. a entrarem na Segunda Guerra Mundial.
A este respeito, pergunta o Padre Gruner:
“- Quanto tempo passará até que a Humanidade se dê conta desta tática de sermos arrastados para guerras que não queremos? A resposta é que só Nossa Senhora de Fátima pode acabar com esta loucura. Chegou a hora em que devemos pelo menos tentar pôr em prática a Sua solução, em vez de seguirmos líderes cegos que nos levam a cair com eles no abismo.””
(James Hanisch, Evil Forces Are Driving The World Toward War)

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

A influência do Cabalismo no surgimento do mundo moderno


“A idéia de que a Bíblia não pode ser entendida sem a mediação dos rabinos do Judaísmo – sem explicação talmúdica, ou, no caso do Cabalismo, sem a intervenção da numerologia gemátrica – faz do Antigo e em alguns casos até do Novo Testamento refém das “tradições dos sábios”.
A perniciosa falácia da religião do Judaísmo, de que não se pode realmente conhecer a Bíblia sem comentário e interpretação dos rabinos talmúdicos e cabalistas e suas tradições, está se espalhando entre os “cristãos”, proporcionalmente ao crescente prestígio do Judaísmo dentro da Cristandade. A aceitação desse erro mortal efetivamente permite que os inimigos da Bíblia mantenham os ensinamentos de Jesus longe do povo comum para quem Ele tinha originalmente pregado.
Ao invés, os rabinos, por meio de seus representantes na Igreja, moldam e redirecionam o dogma “cristão” baseados nas interpretações da Bíblia pelos fariseus da antiguidade, que são posteriormente “explicadas” pelos modernos pronunciamentos rabínicos através dos filtros dos mais recentes seminários teológicos universitários e dos sínodos e concílios da Igreja, que agem como seus porta-vozes.
Esse processo é também instigado por supostos ex-adeptos do Judaísmo que alegadamente se converteram ao Cristianismo e no entanto trazem sua bagagem talmudista e cabalística consigo para dentro da Igreja, e procuram batizar suas tradições (“Judaísmo Messiânico”) e apresentá-las aos cristãos como o “verdadeiro” Cristianismo “praticado por Jesus” que foi escondido do povo como parte de uma conspiração de cruéis anti-semitas e inquisidores medievais.
Na Renascença, o Cripto-Judaísmo formava a parte central do cinturão ocultista de transmissão que deu origem à Maçonaria e ao Rosacrucianismo, cujos fundadores professavam uma “Cabala cristã” e realizavam seus rituais mágicos em nome de Jesus Cristo.
Há uma literatura substancial sobre esse amálgama ocultista, incluindo os estudos clássicos de Frances A. Yates, O Iluminismo Rosacruciano (1972) e A Filosofia Oculta na Era Elisabetana (1979).
A grande atração da Cabala para os nascentes maçons e rosacrucianos estava na doutrina judaica, tal como descrita pelo maçom do Rito Escocês Albert Pike em sua obra Moral e Dogma, do “aperfeiçoamento” do universo através da intervenção do poder intelectual humano.
Segundo tal conceito, a criação de Deus é imperfeita e o “judeu” e seu assistente, o maçom (um judeu “incompleto” simbolizado pelo compasso e esquadro maçônico, que é um hexagrama incompleto, i.e “Estrela de Davi”), aperfeiçoarão essa criação defeituosa.
Isso está dito no Talmude e na Cabala. No Talmude aparece no Sanhedrin 65b: “O Rabino Hanina e o Rabino Oshaia passaram toda a noite do Sabbath estudando o ‘Livro da Criação’ por meio do qual conseguiram criar um bezerro com um terço do tamanho normal e o comeram.”
O “Livro da Criação” referido no Sanhedrin 65b é o mesmo livro de magia cabalística chamado Sefer Yetzirah, que discutimos anteriormente. O Sefer Yetzirah é o manual essencial de taumaturgia do Judaísmo para os homens que brincam de Deus.
As notas à passagem talmúdica do Sanhedrin 65b na edição de Soncino afirmam que o ato mágico dos rabinos de criar o bezerro “não cai sob a proibição de bruxaria, (porque) a Criação foi conseguida por meio do poder inerente às combinações místicas do Nome Divino.”
Embora essa referência talmúdica à criação rabínica de vida seja obscura, outro ato rabínico de criação usando combinações cabalísticas das letras do “Nome Divino” é mais conhecida, quando não notória. Trata-se do golem, matéria morta que diz-se ter sido trazida à vida como um vingador assassino de gentios. A lenda cabalística conta que isso aconteceu na capital boêmia de Praga ao redor de 1586, através do poder do Rabino Judah Loew, por meio de um amuleto cabalístico que ele confeccionou contendo letras mágicas.
Esse folclore, ao qual ocultistas dentro e fora do Judaísmo têm atribuído extrema importância, é o conceito original de Frankenstein, que não parece mais tão exagerado no raiar do século 21 com sua clonagem de animais e seres humanos, sua mistura de genes de animais, seres humanos e insetos e o subsequente desenvolvimento de criaturas híbridas monstruosas para a maximização do lucro e sob o pretexto de encontrar “curas milagrosas” para várias enfermidades humanas.
O surgimento de uma cidade da morte obcecada com autópsias, cadáveres, tecidos fetais e outras matérias mortas, e com o homem brincando de Deus, foi previsto nas obras do matemático, agente secreto, astrólogo real e fundador da Maçonaria elisabetano, Dr. John Dee.
Dee foi um dedicado cabalista. Residiu por muitos anos em Praga no ápice dos supostos ritos golêmicos do Rabino Judah Loew e colaborou com ele em prol de sua própria pesquisa maçônica e na sua condição de agente da rede de espionagem encabeçada por Sir Francis Walsingham e Sir William Cecil, este último ministro de estado da Rainha Elizabeth I.
No dia 27 de junho de 1589, em Bremen, na Alemanha, Dee foi visitado pelo Dr. Henricus Khunrath de Hamburgo. Dee foi uma influência maior na extraordinária obra ocultista e simbólica de Khunrath, “O Anfiteatro da Sabedoria Eterna”, uma gravura com uma miríade de símbolos crípticos e ocultistas nela impressos.
“A gravura é uma expressão visual do tipo de panorama que Dee resumiu em seu Monas hieroglyphica, uma combinação de disciplinas cabalísticas, alquímicas e matemáticas através das quais o adepto podia alcançar... uma profunda compreensão da natureza...
“Ela podia também servir como uma expressão visual dos temas principais dos manifestos rosacrucianos, Magia, Cabala e Alquimia unidas em uma perspectiva intensamente religiosa que incluía uma abordagem religiosa de todas as ciências numéricas.”
Dee é o primeiro cientista na história ocidental que pode ser definitivamente associado a uma práxis satânica baseada na Cabala.
A filosofia cabalística foi transmitida pelo Rabino Judah Loew a Dee e de Dee para cientistas, matemáticos e teólogos de vanguarda por meio de uma sociedade secreta, os rosacrucianos, que no início do século 17 misturaram terminologia protestante com louvor à Cabala.
A fraternidade rosacruciana estava sob a proteção e patrocínio de certos poderosos aristocratas e governantes, incluindo o Eleitor Palatino, Frederico V, Rei da Boêmia, então líder da União Protestante.
Esse protestantismo boêmio “... era expressão de um movimento religioso que foi ganhando força por muitos anos, fomentado por influências secretas movendo-se pela Europa, um movimento direcionado à resolução de problemas religiosos seguindo linhas místicas sugeridas por influências herméticas e cabalísticas.”
O interesse pelo Rosacrucianismo neste sentido era duplo. Foi fabricado para persuadir protestantes devotamente evangélicos quanto à divindade do Judaísmo tal como se manifesta na Cabala, e para convencer cientistas e intelectuais quanto ao potencial da Cabala como chave para a divindade do homem e “aperfeiçoamento” da criação divina pela intervenção do poder intelectual humano.
Por exemplo, o manifesto rosacruciano de 1614, Fama, associa a Cabala a homens “imbuídos de grande sabedoria”, que “renovam e reduzem todas as artes à perfeição para que o homem possa assim entender sua própria nobreza e quão longe seu conhecimento se estende na Natureza.”
O manifesto conta que da “Magia e Cabala” o mestre dos rosacrucianos “faz bom uso.”
Neste contexto, o papel do Dr. Dee foi essencial:
“O manifesto rosacruciano de 1615, Confessio, foi publicado junto com um tratado em latim chamado ‘Breve Consideração de Uma Mais Secreta Filosofia’.
“Essa ‘Breve Consideração’ está baseada no Monas hieroglyphica de John Dee, sendo que muito de seu texto é formado com citações exatas do Monas. Deste modo, torna-se evidente que a ‘mais secreta filosofia’ por trás dos manifestos era a filosofia de John Dee... o movimento rosacruciano na Alemanha foi o resultado tardio da Missão de Dee na Boêmia 20 anos antes...”
E que era essa filosofia secreta?
Era a inconfundível doutrina rabínica, expressa em textos cabalísticos como tikkun olan (“conserto do mundo”) nos quais o homem judeu (ou judaizado) assume poderes divinos para “corrigir” uma Criação “imperfeita” e “defeituosa”.
Aqui também está a contradição central dessa doutrina, pois ela quase sempre se anuncia a seus expectadores Novus Ordo e judaico-cristãos como um meio para se adquirir saúde, harmonia, tranquilidade, equilíbrio e felicidade.
No entanto, quando as doutrinas mágicas do Cabalismo alcançaram a hegemonia ideológica no século 18, produzindo a chamada “Época das Luzes”, elas produziram não o caminho para renovação da terra e retorno ao Éden, mas a imposição e reino dos “moinhos satânicos” da revolução industrial e uma antevisão do subjugamento da humanidade a uma elite esotérica por meio de vigilância e controle mecânicos.
O processo dialético engendrado pela imersão na ideologia judaica de redenção do mundo produziu uma inversão cataclísmica, uma “profunda ironia” despercebida pela maioria dos historiadores da ciência moderna. A suposta filosofia cabalística de “harmonia” esposada por ocultistas gentios judaizados da Renascença, tais como Pico, Reuchlin, Giorgio e Dee, levou à imposição da tirania do racionalismo e do materialismo, que Frances Yates chama de mudança momentosa da magia para o mecanismo:
“É uma das mais profundas ironias da história do pensamento que o desenvolvimento da ciência mecânica, por meio da qual surgiu a idéia do mecanismo como uma filosofia possível da natureza, foi ele mesmo resultado da tradição mágica da Renascença. O mecanismo despojado de mágica tornou-se a filosofia que viria a eliminar o animismo renascentista e substituir o ‘conjurador’ pelo filósofo mecânico.”
Em outras palavras, uma vez estabelecido o princípio da religião do Judaísmo tal como aparece na Cabala, do poder divino e orgulhoso do homem e seu altivo “direito” de mexer na Criação Divina, o cientificismo começou a emergir como um sistema de pensamento e ação livre das restrições tradicionais e do temor a Deus, e os aspectos místicos da filosofia foram descartados, deixando que o orgulho satânico se juntasse à habilidade tecnológica.”
(Michael A. Hoffman II, Judaism’s Strange Gods)

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Na impotência para explicar a dor declara o laicismo sua falência


“Que adverte o laicismo, quando com premeditada confiança afirma que existirá uma humanidade, obra exclusiva do homem, na qual a dor, o mal, o sofrimento, a “opacidade” do não-ser serão eliminados? Adverte que a dor é o seu pior inimigo, e isso que se deve denunciar, direi, gritar, ou seja que o homem é grandeza mas é também miséria, capaz de aperfeiçoamento mas insuscetível de ser perfeição; que é positivismo, mas que contém limites, que não é absoluto: que não é Deus. A dor é uma acusação tremenda: o laicista adverte-o, e rebela-se tentando arvorar o “espírito forte”, o “estóico”, o “enamorado do destino”, o “excepcional”, o “herói”, o “super-homem”, etc. Sobretudo protesta contra a dor moral; é arrependimento, remorso, amargura, angústia. O laicista dirá com Espinosa que estas são “fraquezas” da mesma natureza que o perdão, e que o “sábio” não chora e não ri, não se arrepende e não perdoa, não deve sofrer. Eis que assim o dever-ser do sábio laico reside na eliminação da dor e de todo sofrimento, incluindo o físico, em suportá-lo até conquistar o hábito da insensibilidade, no resgate do homem destas fraquezas transitórias. Mas a dor está sempre aí, em cada passo e cada palpitação, a recordar ao homem que, sem dor, não seria homem, mas um outro ser. Nietzsche, de fato, pensou no “super-homem”, que se situa além da humanidade do homem.
Mas eis que também desta vez o laicismo, pela sua dialética interna, se pôs em dificuldades: a) a dor é temporária e a humanidade futura ignorá-la-á (laicismo otimista); b) a dor é ineliminável e faz com que o homem seja sempre e só miséria (laicismo pessimista). Estas duas posições antitéticas arrancam do pressuposto comum de que existe o homem, e de que assim só existe o saber humano desacompanhado do divino; daqui, a) o laicismo otimista julga eliminar o “irracional” da dor na concepção dialética (Hegel e os hegelianos), sobre cujo desfecho se fundará uma humanidade perfeita; b) o laicismo pessimista aceita-o como o ineliminável irracional absurdo que torna absurda a vida (algumas formas de existencialismo ateu). Mas, precisamente nisto de confessar a sua impotência para explicar a dor (e, em definitivo, o mal), declara o laicismo a sua falência e proporciona-nos a prova de que o homem não é auto-suficiente, ou de que a instância religiosa e teísta brota da sua mesma estrutura ontológica, é imposta ao homem por ele próprio, ou seja pela sua própria natureza interior e profunda. Negado o pecado original, o mal e a dor não têm qualquer explicação. E não está aqui toda a verdade cristã: a dor é consequência do pecado e constitui a negação do homem, mas é também positivismo, enquanto se constitui poderoso meio de resgate, formidável possibilidade de salvação.
Santo Agostinho escreve que quem crê em Deus “chora e ri”, é homem em toda sua humanidade; o sábio laico, que não crê em Deus, não sabe chorar e não sabe rir: sabe tão-só ou soberbamente (nesciamente) rebelar-se, ou outro tanto, desesperar-se nesciamente. O laico soberbo de ontem vale o laico desesperado de hoje; ambos revelam a sua derrota face ao absurdo de uma vida incompreensível porque tão-só terrena, não humana porque apenas, demasiado, desoladamente humana, e assim sempre ao ponto de renegar o humano nas duas opostas evasões do “super-humano” e do “sub-humano”, nas quais o desfecho é idêntico.”
(Michele Federico Sciacca, L’Ora de Cristo)

Tradução de Carlos Eduardo de Soveral

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Benjamin Britten: Serenata para Tenor, Trompa e Cordas - Soneto (John Keats)


Sir Peter Pears, tenor
Dennis Brain, trompa
Sir Eugene Goossens
New Symphony Orchestra of London

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A paz universal é o melhor de todos os meios ordenados a nossa felicidade


“Proclamou-se suficientemente que o próprio da operação do gênero humano, considerado em sua totalidade, é sempre converter em ato a potência do intelecto possível, antes de tudo para especular, e em seguida para obrar em conseqüência. E como o que convém à parte convém ao todo, e no homem particular ocorre que, com a imobilidade e o descanso, adquire prudência e sabedoria, torna-se evidente que o gênero humano, na quietude e tranqüilidade da paz, mais fácil e livremente poderá dedicar-se a sua própria obra, que é quase divina (segundo está escrito: “Existe dele pouco que é menos que anjo”). Torna-se manifesto daí que a paz universal é o melhor de todos os meios ordenados a nossa felicidade. Assim, quando se ouviu uma voz por sobre os pastores, não se lhes falou de riquezas, nem de gozos, nem de honras, nem de longa vida, nem de saúde, nem de força, nem de beleza; porém de paz. A milícia celeste canta: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”. Assim também “A paz esteja convosco”, saudava o Salvador dos homens; convinha, sem dúvida, ao sumo Salvador expressar a suprema saudação. Costume que quiseram seus Discípulos conservar, como Paulo em suas mensagens, e todos podem verificar.”
(Dante Alighieri, De Monarchia)

Tradução de João Penteado E. Stevenson

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A superstição do espiritismo é o castigo da incredulidade


“A raiz do espiritismo é a condição moral doentia de nossa época. Insatisfeitos com o vazio do materialismo, e por demais dominados pelo orgulho intelectual para se submeterem à lei de Cristo, os homens procuram um outro mundo capaz de provas exemplares... Do ponto de vista do católico convicto, estes esforços por um conhecimento superior têm em si algo que é ao mesmo tempo lamentável e abjeto. Que os homens confiem questões de tal importância ao trabalho de uma imaginação desordenada e frequentemente doentia; que construam um sistema sobre fenômenos que fogem ao exame racional; que apostem suas esperanças de tempo e eternidade em manifestações que tanto têm em comum com as prestidigitações dos mágicos, e ao mesmo tempo fechem os olhos às provas de vida e poder sobrenaturais que o Cristianismo vivo lhes oferece, é um triste exemplo desta fátua superstição que é amiúde o castigo da incredulidade.”
(J. Godfrey Raupert, The Supreme Problem)

terça-feira, 14 de novembro de 2017

A participação dos judeus na Reforma Protestante


“Os judeus promoveram a causa reformista imprimindo bíblias protestantes baseadas em traduções não aprovadas e errôneas e providenciando seu transporte clandestino por toda a Europa. Os judeus se tornaram espiões e propagandistas para os reformadores, comercializando traduções corrompidas da Bíblia tomadas das escrituras judaicas.
Previsivelmente, a maioria dos heresiarcas e heréticos desse século, de acordo com Cabrera, eram vistos como judeus. Está fora de questão, continua Walsh, citando um historiador judeu, “que os primeiros líderes das seitas protestantes eram chamados semi-judaei, ou meio-judeus, em todas as partes da Europa, e que os homens de descendência judaica eram tão destacados entre eles quanto haviam sido entre os gnósticos e, posteriormente, seriam entre os Comunistas”.
Graetz similarmente retrata a Reforma como “o triunfo do Judaísmo”, uma alegação que muitos católicos fizeram nos dias de Lutero.
Walsh declara que os “pregadores mais tempestuosos” da Reforma eram de “origem judaica”. Miguel Servetus, o primeiro unitário, foi influenciado pelos judeus em seu ataque à Trindade. O Calvinismo se tornou uma “máscara conveniente” para os judeus na Antuérpia depois de sua expulsão da Espanha, confirmando que os protestantes eram meio-judeus e aumentando as suspeitas dos líderes católicos. O Dr. Lucien Wolf alega que “os marranos na Antuérpia tiveram uma parte ativa no movimento de Reforma e desistiram de sua máscara de Catolicismo por uma não menos vazia máscara de Calvinismo. A mudança seria prontamente entendida”.
(E. Michael Jones, The Jewish Revolutionary Spirit)

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