sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A legalização do estupro cometido por migrantes na Europa

“A França, Suécia, Alemanha e outras nações européias estão no caminho para legalizar o estupro cometido por migrantes porque essa é a "cultura deles".
Por mais chocante que isso possa parecer, um recente número de estupradores que escaparam de uma punição severa sugere que haja um precedente já estabelecido para descriminalizar estupros por migrantes porque eles não "entendem culturalmente" as leis de estupro do Ocidente, ou até mesmo a palavra "não".
Em suma, os estupros cometidos pelos migrantes são minimamente interpretados como "mal-entendidos culturais" e, portanto, as vítimas nunca recebem justiça, o que significa que a legalização do estupro "de fato" está, em sua maior parte, já em vigor.
Por exemplo, um juiz alemão absolveu recentemente um narcotraficante turco apesar de acreditar em "cada palavra" da acusação da vítima de 23 anos porque, de acordo com o juiz, o que a vítima "tinha experienciado como estupro", incluindo ter sua cabeça enfiada entre duas camas depois dela dizer não, pode ser considerado "culturalmente" como "sexo selvagem" na Turquia.
"O promotor admitiu que a absolvição deve ter sido um duro golpe para a vítima", informou o Märkische Allegemeine, traduzido do alemão. "Por outro lado, não foi possível uma condenação porque não havia intenção comprovada de estupro [pelo acusado]".
Ainda mais, o homem turco alegou que ele não teria cometido um estupro porque ele tinha uma mãe e uma irmã.
"A narrativa de esquerda doutrinou os nativos alemães tão fortemente que seu respeito multicultural inclusivo e seu conformismo burocrático são capazes de enrolar o que é, sem dúvida, estupro em uma questão cultural ofensiva, uma questão que tanto a autoridade legal como a mulher sexualmente abusada responderam afirmativamente" comentou Damian Black ao Return of Kings. "Nada estava escondido, nada oculto; todas as evidências foram confirmadas e compreendidas, apenas para serem ignoradas como um mal-entendido étnico".
Isto não é apenas limitado à Alemanha, no entanto. Como relatei em abril, um muçulmano na Suécia se livrou da prisão por estuprar uma adolescente de forma anormal porque ele "não conseguiu entender a palavra não", de acordo com o Hovrätten (tribunal) da Suécia ocidental.
O tribunal ficou do lado do migrante ainda mais, sugerindo que o "não" repetido pela garota referia-se apenas ao sexo anal forçado, que os juízes de alguma forma não consideravam estupro.
E, como também relatei em fevereiro, um tribunal sueco condenou um migrante muçulmano a apenas dois meses de prisão depois de ter sido condenado por estupro de uma garota de 13 anos.
Ele também foi condenado a pagar o equivalente a apenas 2.800 dólares de indenização à vítima.
Esta é uma verdadeira cultura de estupro na Europa, mas não espere que as feministas americanas dêem muita importância.”

http://www.anovaordemmundial.com

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Para um homem se ver a si mesmo

“Para um homem se ver a si mesmo, são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é de noite, não se pode ver por falta de luz. Logo, há mister luz, há mister espelho e há mister olhos. Que coisa é a conversão de uma alma, senão entrar um homem dentro em si e ver-se a si mesmo? Para essa vista são necessários olhos, é necessário luz e é necessário espelho. O pregador concorre com o espelho, que é a doutrina; Deus concorre com a luz, que é a graça; o homem concorre com os olhos, que é o conhecimento. Ora, suposto que a conversão das almas por meio da pregação depende destes três concursos: de Deus, do pregador e do ouvinte, por qual deles devemos entender que falta? Por parte do ouvinte, ou por parte do pregador, ou por parte de Deus?”
(Pe. Antônio Vieira, S. J, Sermão da Sexagésima)

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Augustin Louis Cauchy sobre a liberdade

“O que pedem os partidários de uma liberdade indefinida? Que cada um tenha o direito de fazer o que bem lhe apraz. Mas se assim for, cada um fará aquilo que lhe parece mais útil, aquilo que melhor se adequa a seus interesses. Ora, estes interesses individuais raramente estão de acordo uns com os outros; pelo contrário, estes se contradizem constantemente. Os bens, as honras, as dignidades só podem, em geral, ser compartilhados por um novo indivíduo, por uma nova família, quando cessam de ser partilha de outro indivíduo, de outra família. Aliás, atentem ao fato de que a liberdade que Deus deu ao homem não é um direito; é uma faculdade: a faculdade de escolher entre o bem e o mal, entre o justo e o injusto, entre o vício e a virtude. Assim, por exemplo, somos livres para salvar ou assassinar um de nossos semelhantes, socorrê-lo, se for pobre, ou roubá-lo, se for rico. Podemos usar ou abusar de nossa liberdade. Mas a razão, em acordo com a lei divina, nos ensina claramente que o bom uso da liberdade deve ser recompensado, e seu mau uso, castigado. É assim que não podemos nunca dar aos homens, como um direito, a liberdade de fazer o mal. É verdade que a prudência aconselha tolerar o mal quando é impossível remediá-lo sem que se cause um mal ainda maior; mas as leis humanas nunca podem autorizar o mal como um princípio, e uma lei que tal o fizesse seria nula, per si.”
(Augustin Louis Cauchy, Educação do Jovem Europeu: Breves Palavras aos Homens de Bom Senso e de Boa Vontade)

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Cristandade vs. maçonaria


Entrevista com o Dr. Alberto Bárcena Pérez, professor da Universidad CEU San Pablo de Madrid, sobre as tentativas da maçonaria de impedir o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo e perverter a doutrina católica.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Os pecados contra o Espírito Santo


P. 915. Quantos são os pecados contra o Espírito Santo?
R. Seis: desespero de salvação, presunção da misericórdia de Deus, impugnar a verdade conhecida, invejar o bem espiritual de outrem, obstinação no pecado, e impenitência final.
P. 916. Que é o desespero de salvação?
R. É uma desconfiança da misericórdia e do poder de Deus como também dos méritos de Jesus Cristo, como se não tivessem força suficiente para nos salvar. Este foi o pecado de Caim, quando disse: “Meu pecado é maior do que posso merecer perdão”. (Gen. 4; 13). E de Judas, “quando, derrubando as moedas de prata no templo, saiu e se enforcou”. (Mat. 27; 4-5).
P. 917. Que é a presunção da misericórdia de Deus?
R. Uma insensata confiança na salvação, sem se levar uma boa vida, ou sem se importar com seguir os mandamentos, como a que possuem os que pensam que serão salvos somente pela fé,
sem boas obras.
P. 918. O que é impugnar a verdade conhecida?
R. Argumentar obstinadamente contra pontos conhecidos da fé, ou impedir o caminho de nosso Senhor forjando mentiras e calúnias, como os hereges fazem, quando ensinam ao povo ignorante, dizendo que os católicos adoram imagens como a Deus, e dão aos Anjos e aos Santos a honra que se deve a Deus; ou que o Papa por dinheiro dá-nos perdão para cometer qualquer pecado que nos agrade, todas estas sendo tais falsidades, que maiores não poderiam ser inventadas.
P. 919. Que é a inveja do bem espiritual do outro?
R. Uma tristeza ou lamentação quanto ao crescimento de outro em virtude e perfeição, como os sectários parecem ter quando zombam e ficam perturbados com os jejuns frequentes, orações, festas, peregrinações, esmolas, votos, e ordens religiosas da Igreja Católica, chamando-os
supersticiosos e tolices, porque não têm em suas igrejas tais práticas de piedade.
P. 920. Que é a obstinação no pecado?
R. A persistência obstinada na iniquidade, e continuar passando de um pecado a outro, depois de suficientes instruções e admoestações.
P. 921. Como mostrar a malícia deste pecado?
R. Extraído de Heb. 10; 26-27. “Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados,
mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários.”
P. 922. Que outras provas você tem?
R. Extraído de II Ped. 2; 21. “Teria sido melhor não terem conhecido o caminho da justiça, do que conhecendo-o desviarem-se do santo mandamento que lhes foi entregue.”
P. 923. Que é impenitência final?
R. Morrer sem confissão ou arrependimento pelos nossos pecados, como fazem aqueles de quem se disse: “Com um pescoço duro, e com os corações e ouvidos incircuncisos, vós sempre resistis ao Espírito Santo.” (Atos 7; 51) E na pessoa de quem Jó fala, dizendo: “Tudo isto a despeito de terem posto Deus de lado, de não quererem saber nem dele nem dos seus caminhos para nada.” (Jó 21; 14)
P. 924. Por que se diz que esses pecados não serão nunca perdoados, nem neste mundo, nem no mundo vindouro?
R. Não porque não haja poder em Deus ou nos sacramentos de remi-los, se os confessarmos e nos arrependermos deles, (excetuando-se apenas a impenitência final) dos quais lemos: “Há pecado para morte, e por esse não digo que ore.” (I João 5; 16-17) ”Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda iniquidade.” (I João 1; 9)”
(Catecismo de Douay, Capítulo XIX)

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Arvo Pärt: Magnificat


Paul Hillier
Estonian Philharmonic Chamber Choir

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Cardeal Joseph Zen: O Vaticano está traindo a Igreja Católica na China


“Em uma nova e preocupante carta aberta aos meios de comunicação, o formidável Cardeal Joseph Zen, o prelado católico de maior ranking da China, acusou o Vaticano de "trair" a Igreja, ao ceder às exigências dos líderes comunistas.
As declarações do cardeal na segunda-feira foram provocadas por relatos recentes do Vaticano pedindo que dois bispos chineses fiéis a Roma renunciassem a seus postos para dar lugar a novos bispos da Associação Patriótica, a Igreja Católica substituta na China sujeita ao Partido Comunista.
O Cardeal Zen disse que conseguiu verificar esses relatórios independentemente. O problema, escreve Zen, "não é a renúncia dos bispos legítimos, mas o pedido para dar lugar aos ilegítimos e até mesmo aos excomungados".
Um documento do Vaticano de 1988 impediu que os católicos romanos participassem dos sacramentos da Igreja Patriótica, já que a associação "rompeu todos os relacionamentos com o papa" e estaria "sob o controle direto do governo".
Em sua carta intitulada "Queridos amigos na mídia", o Cardeal Zen relata um encontro recente com o Papa Francisco no Vaticano, no qual o pontífice assegurou-lhe que não "criaria outro caso Mindszenty", referindo-se ao heróico Cardeal Arcebispo de Budapeste, que foi preso pelos comunistas e posteriormente substituído pelo Vaticano por um sucessor mais do agrado do governo comunista.
Apesar dessa "garantia", o Cardeal Zen escreve que ele é "um pessimista quanto à situação atual da Igreja na China", acrescentando que seu pessimismo "tem como base minha longa experiência direta da Igreja na China".
Informações recentes, ele disse, não fornecem motivos para mudar essa visão pessimista. "O governo comunista está estabelecendo novos regulamentos mais severos que limitam a liberdade religiosa. Eles estão agora aplicando rigorosamente os regulamentos que até agora estavam praticamente apenas no papel (a partir de 1º de fevereiro de 2018, o comparecimento à Missa no subterrâneo não será mais tolerado)", afirmou.
O cardeal de 86 anos disse que os recentes esforços diplomáticos do Vaticano para facilitar as relações com os comunistas chineses são errados, já que existe um cisma na Igreja chinesa, entre a igreja subterrânea fiel a Roma e a Associação Patriótica colaboradora.
"A 'unificação' proposta forçaria todos a essa comunidade. O Vaticano daria a bênção à nova Igreja cismática fortalecida, tirando a má consciência de todos aqueles que já são renegados por vontade própria e daqueles que se juntariam facilmente a eles", escreveu Zen.
Chegar a um acordo com um "regime totalitário" como o chinês, Zen escreveu, é como um acordo entre São José e o Rei Herodes.
"Então, estou achando que o Vaticano está traindo a Igreja Católica na China?", pergunta. "Sim, definitivamente, se eles forem na direção que é óbvia por tudo o que estão fazendo nos últimos anos e meses".
A notícia recente confirmou na mente do cardeal algo de que ele suspeitava - e sobre o qual advertia - há um ano.
Em fevereiro do ano passado, o Cardeal Zen pediu ao Papa Francisco que não fizesse um acordo com o governo chinês que minaria o sacrifício e a fidelidade dos membros da Igreja Católica subterrânea no país.
"Estamos muito preocupados porque parece que o Vaticano vai fazer um acordo muito ruim com a China", disse o cardeal na época.
O papa Francisco "é realmente ingênuo" e "não conhece os comunistas chineses", disse ele.
Além disso, "as pessoas ao seu redor não são boas de forma alguma. Elas têm idéias muito erradas. E tenho medo de que possam trair nossa Igreja subterrânea", acrescentou Zen.”

http://www.breitbart.com

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Por que Nossa Senhora em Fátima apareceu em uma árvore?

“As aparições de Nossa Senhora trazem em si muitos elementos simbólicos, até incompreensíveis e quase nunca interpretados devidamente.
Por que Nossa Senhora em Fátima apareceu em uma árvore? Não poderia ter escolhido uma igreja, capela para se revelar? Poderia sim, mas não o quis. Por quê? Porque a árvore traz toda uma simbologia que nos remete à Bíblia e aos acontecimentos da salvação. Portanto, a mensagem da Aparição é sempre com conotação bíblica.
A mariologia das mariofanias de Fátima sempre se limitou às suas palavras e poucos estudaram seus gestos e o aspecto físico da mesma. Isto tem alguma importância? Sim, pois todas as mariofanias carregam não só uma mensagem falada, quando esta é uma visão ou locução interior, como também seu modo de aparecer, suas palavras, seus gestos etc., possuem uma mensagem. É dever da Igreja DECODIFICÁ-LAS à luz da doutrina.
Em Fátima, a Mãe de Deus escolhe para aparecer sobre uma árvore chamada Azinheira/Carrasqueira. Ora, as características desta árvore são: folhas espinhosas (Sacrifício e Penitência), tronco robusto de difícil decomposição (Assunção de Maria). Pode ser frondosa e de grandes proporções ou ser pequena. Seus frutos são ovóides.
Dois aspectos bíblicos sobre a árvore aplicados a Nossa Senhora foram aplicados pelos Santos Padres. A Sarça-ardente (cf. Ex 3,1-5) e o Cedro do Líbano (cf. Sir 24,13-14).
Tomamos da tradição oriental o melhor modo para se poder entender uma possível relação teológica com o modo como a Virgem Maria se apresenta na Serra d’Aire em 1917. É de tradição a veneração no Oriente de um famoso ícone datado do séc. XII no mosteiro de Santa Catarina, justamente ao pé do Monte Sinai. Este ícone tem como como título «Mãe de Deus como Sarça-ardente». Este ícone se inspira no texto de Ex 3,1-5. Mas, como a Igreja chegou a aplicar a Nossa Senhora o título de Sarça-ardente? Venerandos autores deixaram testemunhos, citamos de início o patriarca Severo de Antioquia (séc. VI). Ele diz: “O ventre de Maria é como uma Sarça na qual desceu o Fogo teofânico, no qual Javé se torna presente e visível a Moisés. Quando volto meu olhar à Virgem Mãe de Deus e tento esboçar uma simples reflexão sobre ela, daí me vem como que uma voz vinda de Deus e que me grita aos ouvidos: Não te aproximes! Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é terra santa!… Aproximar-se d'Ela é como aproximar-se de uma terra santa, chegar ao Céu.
Do mesmo modo, os louvores dirigidos a Maria na liturgia por João Eucaita († 1079), onde aplica a Ela símbolos que mostram a sua participação na obra da redenção como Mãe de Deus. Ele canta: “Alegra-te, Virgem e Mãe Imaculada, sublime cipreste perfumado, que se levanta reto em direção à sumidade da divina contemplação; cedro vindo do Líbano (cf. Ct 4, 8), robusto e sensível aos humanos pensamentos, oliveira florida cujos frutos derramam a graça do Espírito Santo; vinha florida que produziu para o mundo a uva madura que alegra o coração de quantos te louvam justamente como Mãe de Deus”.
Tais exemplos iluminam perfeitamente a aparição da Virgem sobre a árvore da Azinheira que vai além de um simples pousar os pés em um arbusto. Contudo, também nos lembra a árvore do bem e do mau no jardim do Éden (cf. Gn 3,22), onde nossos primeiros pais fizeram sua escolha livre. Assim também em Fátima através do convite da Virgem, os videntes são convidados a aceitarem os sofrimentos para colaborarem na redenção de muitos que se perdem. Ora, aos pés da cruz do Redentor, que é o “fruto bendito” de Maria pendente no patíbulo, temos um outro aspecto da árvore da Vida. Esta árvore é associada a Maria pela sua escolha livre de estar “de pé junto à cruz” (Jo 19,25) e continuação do seu serviço (cf. Lc 1,26).
A Azinheira escolhida como a árvore da Aparição entra neste cenário de simbologia e teologia que nos indica todo o conteúdo da mensagem de Fátima. Fazer uma escolha de vida, entre o bem e mal… a árvore da Azinheira nos remete à árvore da Cruz de Cristo pela mediação de Maria, que por sua vez é a Sarça-ardente, pura e sem mancha na sua Imaculada Conceição e na sua Virgindade perpétua. Ela, o Cedro do Líbano, frondoso nas suas graças e perfumado com o odor da santidade, tão agradável Deus.
As aparições da Virgem em Fátima nos convidam a olhar a “Árvore da Vida”, a Cruz como sinal de vitória, mas também nos fazem um convite ardoroso de sermos frutos saborosos com a nossa perseverança nos Mandamentos do Senhor.”
(Dom Rafael Maria, O.S.B, A Virgem da Árvore do Bem e do Mal)

http://www.zenit.org

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Do bom selvagem ao bom revolucionário


"A história da América Latina é, até hoje, a história de um fracasso. A afirmação está nas primeiras páginas do livro Do bom selvagem ao bom revolucionário (UNB, 1981) do diplomata e jornalista venezuelano Carlos Rangel. A obra foi originalmente publicada em 1974 mas foi, infelizmente, tornada ainda mais atual pela ascensão dos governos neopopulistas da América Latina, notadamente o do também venezuelano Hugo Chávez.
Em menos de 300 páginas, Rangel traça as características da nossa formação, de personagens políticos importantes, discute o marxismo e a igreja na América Latina, e ainda diz incômodas verdades sobre nós. Abrange em poucas páginas um longo período histórico sem recorrer a generalizações nem a conclusões rasteiras.
É por demais lembrado que os colonizadores anglo-saxões buscaram no novo continente terra e liberdade, enquanto o hispano ia em busca de ouro e escravos. Um foi para ficar, outro para saquear e voltar à corte. A sociedade latino-americana é formada, então, por conquistadores e mulheres violadas. “O mito do Bom Selvagem nos concerne pessoalmente; é, ao mesmo tempo, nosso orgulho e nossa vergonha.” Esse bom selvagem vira o bom revolucionário, personificado em Che Guevara e Fidel Castro, os guerreiros das selvas, sem a contaminação stalinista, que vão redimir o povo subjugado por uma ditadura.
Claro que isso é uma construção mitológica, sem base real. Mas a sociedade latino-americana aprecia a mentira. Em vez de enfrentar seus próprios erros, construímos (com a ajuda da tese leninista do imperialismo) a idéia de que somos pobres porque eles (principalmente os Estados Unidos) são ricos. O corolário é que precisaríamos romper essa “dependência” e instaurar governos revolucionários.
Os defensores desta forma esquemática de interpretação da riqueza americana fecham os olhos para o fato de que as características notáveis do povo norte-americano, de sua inventividade e as suas bases de crescimento (como a inovação) não se deram no século XX, mas antes. São verdadeiramente notáveis as passagens, citadas por Rangel, do diário de Francisco de Miranda, um venezuelano que realizou a proeza de lutar em três grandes revoluções: a independência dos EUA, a Revolução Francesa e a emancipação hispano-americana. Pois em 1783 ele chega aos EUA e descreve uma sociedade que valoriza a lei, que borbulha de invenções técnicas e que era conduzida ao desenvolvimento pelo espírito de liberdade. “Estas simples verdades sobre a origem da prosperidade e do poder dos EUA, antes de toda relação com a América Latina, foram hoje substituídas por esfarrapadas explicações sobre como o auge norte-americano estava (?) em relação direta com o atraso do resto do hemisfério, cuja exploração pelos ianques seria a causa principal, e até única, tanto da riqueza norte-americana como da pobreza latino-americana, do êxito deles e do nosso fracasso. E se alguém lê essa parte do diário de Miranda deve ser em segredo, porque ninguém o cita, ninguém o comenta. É incômodo, quando se vive de mitos, dar de cara com a verdade, dita de forma tão simples, tão clara, tão irrefutável. E para cúmulo, por um dos autênticos heróis e um dos maiores homens da América Espanhola”, completa Rangel.
A obra aborda ainda as principais formas de governo que existiam no Continente, indo desde o modelo brasileiro nacional-desenvolvimentista militar, o caudilhismo do PRI mexicano, o militarismo de esquerda do Peru à catástrofe do governo Allende, no Chile.
Corretamente, Jean-François Revel conclui da leitura do livro de Rangel (que prefacia) de que o subdesenvolvimento desta parte do continente é político, antes de ser econômico. Não há escassez de recursos naturais nem mercado consumidor (a proximidade com os Estados Unidos ajudaria muito nisso), mas uma falta de ética do trabalho, uma mistificação sobre as próprias qualidades e origens e uma inveja que se transformou em ódio ao sucesso americano.
O resultado é que, 34 anos depois da edição deste livro, novos governos na região insistem que a democracia representativa não é a adequada para a América Latina, que o poder deve ser concentrado no presidente e que tampouco a economia de mercado serviria aos interesses da região. Beneficiados com alto preço das commodities, principalmente o petróleo, os países que voltaram a defender tais políticas suicidas conseguem parciais êxitos econômicos na superfície (redução de dívida externa, crescimento do PIB). Mas, na parte estrutural, reduzem sua industrialização, aprofundam a dependência do principal produto de exportação, reduzem a confiança nas regras do jogo e inibem o investimento privado. Quando a boa maré do crescimento acelerado mundial virar, os resultados para esses países poderão ser catastróficos.
“Tradicionalmente, temos sido países explorados. Rapidamente nem isso seremos: não será necessário explorar-nos, porque a tecnologia terá podido – em grande medida já o pode – substituir industrialmente nossas ofertas monoprodutivas. Seremos então um vasto continente de mendigos?”, perguntava Rangel.
Sua obra faz lembrar uma frase de “1984”, de George Orwell, que apontava que “the best books are those that tell you what you know already” (“os melhores livros são aqueles que dizem o que você já sabe”). Sim, qualquer um pressente que tudo o que está escrito é verdade, que não surpreende a alma latina, mas é notável como Carlos Rangel interrelaciona tais aspectos da nossa formação, nossos modelos políticos e os resultados que são continuamente obtidos.
Em tempo, há de se registrar que o fracasso na região não é completo. Há um país que cresce, respeita as instituições, abre-se ao mercado exterior e vem batendo recordes em índices internacionais de liberdade política, econômica e desenvolvimento. É o Chile. O que infelizmente, não é copiado como modelo pelos demais países. Talvez porque, como lembra Rangel, “A América Latina é constantemente tentada a definir sua independência e unidade por meio de oposição aos EUA”, e, na mentalidade latino-americana, só o confronto, mesmo que produza miséria, é exemplar."

https://www.institutomillenium.org.br

domingo, 28 de janeiro de 2018

ONU revela plano para promover a “migração islâmica global”


“O secretário-geral das Nações Unidas, Antônio Guterres, revelou seu plano para promoção da migração em massa, com foco principal nos refugiados vindos de países islâmicos.
Ex-primeiro-ministro de Portugal, Guterres foi eleito pelo Partido Socialista em seu país natal, e demonstra seu viés de esquerda desde que assumiu o cargo máximo da ONU em 1º de janeiro de 2017, tendo anteriormente trabalhado como o Alto Comissário para Refugiados da instituição.
Em um relatório da ONU com o tema “Making Migration Work for All” [Fazer a migração positiva para todos] ele argumenta que “O Pacto Global Para Migração é uma oportunidade não só para os Estados-membros, mas para o sistema das Nações Unidas adotar uma abordagem mais ambiciosa na gestão da migração”. Embora não aborde a questão religiosa, mais de 90% dos migrantes que são abrigados por programas de refugiados as ONU são muçulmanos.
O português comprometeu-se a trabalhar nessa matéria com “consultas intensivas” na ONU durante este ano. Seu objetivo é encontrar novas maneiras de ajudar os Estados-membros a “fazerem uma melhor gestão das questões migratórias”. Na prática isso significa pedir que países como o Brasil, que teve uma mudança recente em sua Lei de Migração, abrigue um número maior de refugiados.
O artigo escrito por ele e publicado em jornais da Europa, ele afirma que a migração em massa “incentiva o crescimento econômico, reduz as desigualdades e conecta sociedades diferentes”, embora reconheça que ela “é também fonte de tensões políticas e tragédias humanas”.
Ainda segundo Guterres, “é uma oportunidade sem precedentes para líderes combaterem mitos perniciosos que cercam os migrantes e estabelecer uma visão comum de como fazer a migração funcionar para todas as nossas nações”.
A postura da ONU é frontalmente diferente do que Donald Trump tem advogado nos Estados Unidos. Países europeus como Polônia e Hungria também vem resistindo às pressões de manter “fronteiras abertas”, o mantra globalista mais popular dos últimos anos.
Sem entrar em detalhes, Guterres disse que é crucial “reconhecer e reforçar os benefícios da migração” e que “Os migrantes dão grandes contribuições, tanto para os países anfitriões quanto para os países de origem”.
Curiosamente, o pleno da ONU vem com força renovada ao mesmo tempo que países como Alemanha, Suécia e França encontram dificuldades crescentes em lidar com os refugiados islâmicos, que não se adaptaram à vida no país que os acolheu, contribuem para o aumento da criminalidade e estabelecem zonas “no go”, onde o acesso de não muçulmanos é restrito e existem patrulhas para garantir que todos ajam segunda a lei sharia.”

https://noticias.gospelprime.com.br