quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sergei Prokfiev: Concerto para piano e orquestra nº 1


I. Allegro brioso
II. Andante assai
III. Allegro scherzando

Boris Berman, piano
Neeme Järvi
Royal Concertgebouw Orchestra

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

A assunção de Nossa Senhora

"Não é exata, portanto, a distinção que estabelecem alguns entre a Ascensão do Senhor e a Assunção de Maria, como se a primeira se distinguisse da segunda pelo fato de ter sido feita por sua própria virtude ou poder, enquanto a Assunção de Maria necessitava do concurso ou ajuda dos Anjos. Não é isso. A diferença está em que Cristo teria podido ascender ao Céu por seu próprio poder ainda antes de sua morte e gloriosa ressurreição, enquanto que Maria não poderia fazê-lo – salvo um milagre – antes de sua própria ressurreição.
Porém, uma vez realizada esta, a Assunção se verificou utilizando sua própria agilidade gloriosa, sem a necessidade do auxílio dos Anjos e sem milagre algum.”
(Antonio Royo Marin, La Virgen María)

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A seca sobre Roma

“É difícil deixar de ver na seca que afeta Roma – a pior em, pelo menos, sessenta anos – algo como um oportuno sinal, enquanto açoite punitivo. Ali onde esteve a cátedra de Pedro e hoje se convida a dar palestras a velhas abortistas paradoxalmente tornadas promotoras da imigração “para compensar a abrupta queda da natalidade”, ali onde se recebem como visitantes ilustres pares de sodomitas e se celebra com cinismo ímpar que “pela primeira vez o magistério do Papa é paralelo ao da ONU”, ali vem hoje a faltar o mais vital dos elementos. De similar teor ao dos numerosos acontecimentos que, ao modo de sinais, vão sazonando o pontificado de Francisco (a pomba lançada por ele e arrebatada nos ares por um corvo; o terremoto sofrido na nação daquele mandatário que o visitou no Vaticano, desatado quase no mesmo momento de apertar-lhe a mão; os sinistros imediatamente consecutivos a suas viagens, como os ocorridos em Belém e em Lourdes, etc), este da seca sobre Roma vem a pôr o selo cósmico nas primaveris ilusões da vulgata conciliar, que na ordem do espírito já havia difundido uma aridez em verdade insuperável. Se a transposição modernista do ritual dos sacramentos trouxe consigo a conhecida taxa negativa de vocações sacerdotais e a prática extinção do matrimônio diante do altar, além da apostasia coletiva e da renúncia da Igreja a testemunhar o Evangelho, pouca coisa será que na cidade das fontane se lute por um sorvo. A propósito do anúncio de catástrofes naturais supostamente contido no Terceiro Segredo de Fátima, foi suficientemente claro o então bispo daquela localidade portuguesa: a perda da fé de um continente é pior que a aniquilação de uma nação.
Já conhecemos o conteúdo do Terceiro Segredo: faz anos que se impõe a nossos olhos. O corolário das catástrofes telúricas, em irônica correspondência com seu typos espiritual, não faz mais que confirmar o conhecido. Neste tempo de alianças com os protestantes para facilitar um serviço litúrgico comum que exclua explicitamente as incômodas noções de sacrifício e presença real, neste rarefeito tempo de comistão do sacro – ou seus restos – com o profano ou profaníssimo, com abundância de sacrilégios oferecidos à la carte pela mesma Hierarquia, dificilmente se poderá assimilar a igreja sedente em Roma com aquela imagem do Templo oferecida pelo profeta Ezequiel (47, 1ss.), debaixo de cujo umbral brotavam vivíficas águas que, com pouco andar, se faziam mais e mais profundas, símbolo da graça e seu efeito nas almas. Parece que Roma quis, ao invés, voltar a ser aquela Babilônia que o Príncipe dos Apóstolos soube estar pisando em seus dias, quando a urbs imperial perseguia cruentamente aos de Cristo.
Não temos notícia de que as testemunhas do Apocalipse (11, 3 ss.) tenham já começado sua profética missão. Mas consta que a eles será concedido “fechar o céu para que não chova durante os dias de sua pregação” antes de jazer na Grande Cidade, “que simbolicamente se chama Sodoma e Egito”.”

https://in-exspectatione.blogspot.com.br

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Os que trabalham para Satanás


“É verdade que, hoje, tantas coisas más e perversas que os homens cometem ganham gentilmente outros nomes. Hoje sequer se ouvem mais as palavras “pecado" ou “erro". Todas as ações humanas transitam entre o “conveniente" e o “socialmente inapropriado", entre o “agradável" e o “politicamente correto". Só que nem mil jogos de palavras podem mudar ou desfazer a realidade das coisas. Conscientemente ou não, quem quer que trabalhe para implantar no mundo um “sistema de pecado" – como é o caso de organizações que financiam o aborto, de grupos que querem a destruição da família e de religiosos que pedem a implantação de uma religião única e mundial, sem Cristo e sem a Igreja – está trabalhando para Satanás.”
(Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, A Destruição Arquitetada por Um Anjo)

https://padrepauloricardo.org

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O homem mais odiado da internet


“No ano passado, um homem chamado Martin Shkreli, ex-CEO da Turing Pharmaceuticals, comprou, por 55 milhões de dólares, os direitos de exploração do remédio Daraprim — um dos mais utilizados no tratamento da AIDS.
Após realizar esse movimento, o empresário (que é dono do Team Imagine, equipe famosa de League of Legends) resolveu subir o preço do produto — da noite para o dia — em mais de 5.000%, passando do valor de US$ 13,50 para US$ 750 (número este considerado para um único comprimido).
Isso gerou uma grande revolta na internet, já que se tratava de uma decisão absurda que afetaria milhares de pessoas ao redor do mundo que compravam o remédio.
Depois de toda a polêmica, a Turing Pharmaceuticals resolveu dar um “desconto” de 50% para grandes hospitais, de modo que ele passaria a custar US$ 325. Estamos falando de uma única pílula de 25 mg (os pacientes geralmente precisam tomar o remédio por no mínimo uma semana, sendo recomendado o consumo de duas ou três pílulas por dia).
Ainda em novembro do ano passado, antes de ser preso, Shkreli deu uma declaração de que reduziria o preço do remédio em 10% para os consumidores, ou seja, passando de 750 dólares para 675 dólares. Contudo, um mês após essa notícia, o sujeito comentou publicamente que ele fez errado, pois, veja bem, ele acredita que deveria ter aumentado ainda mais os preços do Daraprim.
E qual seria o motivo de toda essa sacanagem (que ele pode repetir em breve com um remédio para a Doença de Chagas) com as pessoas que necessitam do tratamento? Em todas as ocasiões, Martin Shkreli sempre comentou que seria a questão do lucro. "Precisamos ter lucro com essa droga. Antes, as empresas estavam quase entregando gratuitamente", disse o CEO em entrevista ao Bloomberg.
Esta semana, Shkreli retorna aos holofotes, agora falando diretamente no congresso e mostrando por que ele é o homem mais odiado da internet (e talvez do mundo). Em vídeo publicado no Facebook, ele se recusa a responder as perguntas e simplesmente ri na cara dos políticos, mostrando seu lado insensível. Confira a transcrição dos diálogos:
Representante Jason Chaffetz: “O que você diria para uma mulher doente, velha, que talvez tenha AIDS, sem renda, que precisa de Daraprim para sobreviver? O que você diria pra ela quando ela tem que fazer aquela escolha?”.
Martin Shkreli: “Seguindo o conselho do meu advogado, eu invoco meu privilégio da quinta emenda contra a autoincriminação e respeitosamente me recuso a responder a questão”.
Chaffetz: “Você acha que fez algo de errado?”

Shkreli repete a mesma resposta padronizada.
Representante Trey Gowdy: “Sabe, você pode responder algumas questões. Esta não te incriminava. Só quero ter certeza que você entende que você é bem-vindo para responder as questões e nem todas as suas respostas vão te levar a incriminação. Você entende isso?”.
Shkreli: “Eu prefiro seguir o conselho do meu advogado, não o seu.”
Representante Elijah Cummings: “Eu quero te perguntar, não, eu quero litigar que você use qualquer influência que tem sobre sua antiga companhia para forçá-los a baixar o preço dessas drogas.”

Shkreli apenas sorri e finge que não está ouvindo.
Cummings: “Você pode desviar o olhar se quiser, mas eu desejo que você possa ver os rostos das pessoas que não podem conseguir as drogas que precisam.”
Cummings: “Certo ou errado, você é visto como o cara mau da indústria farmacêutica, você tem um holofote e tem uma plataforma. Você poderia usar essa atenção para limpar essa imagem, consertar seus erros e para se tornar um dos mais efetivos defensores dos pacientes no país. E um que poderia fazer uma grande diferença na vida de tantas pessoas”.

Shkreli continua sorrindo como se o assunto não fosse com ele.
A sessão começou sem respostas e terminou da mesma forma. Aparentemente, Shkreli não mudou, e a vida de milhares de pessoas continuará em risco com as atitudes egoístas — apesar de permitidas pela constituição americana — do homem que deve continuar como um dos mais odiados do mundo.”

https://www.tecmundo.com.br

segunda-feira, 31 de julho de 2017

sexta-feira, 28 de julho de 2017

A aniquilação das nações

Em vista da substituição de população em curso na maioria dos países da Europa Ocidental, o aviso de Nossa Senhora de Fátima de que muitas nações seriam aniquiladas toma um novo e assombroso sentido.
A aniquilação das nações não necessariamente acontece com a explosão de bombas e as rajadas de metralhadoras, mas pode também se dar pela perda de vontade de um povo em prosseguir no tempo sua própria cultura, deixando de se reproduzir com suficiência de reposição e importando pessoas de outras culturas que jamais serão intercambiáveis ou prosseguirão a cultura nativa por vontade própria, mas que implantarão outra civilização completamente diferente.
A substituição populacional é outra forma de guerra. Os povos que migram e substituem os nativos pela mera demografia podem ser comparados a exércitos sem armas mas com efeito de conquista semelhante a médio prazo. Migração e guerra se equivalem. Imigrantes são conquistadores e têm plena consciência disso. Note-se, por exemplo, a arrogância com que chegam a seus novos países, como se fecham em comportamentos identitários de tribo, como desprezam os que os acolhem generosamente em suas terras.
Os únicos que ainda não perceberam que o futuro é identitário são os europeus e seus descendentes americanos, mas a política identitária lhes será forçada garganta abaixo pelas circunstâncias. Pode levar mais ou menos tempo, mas os europeus acordarão para esses jogos de poder das outras tribos da terra usados contra nossa civilização. Pois será uma questão de vida ou morte utilizá-los, considerando que os povos europeus podem se tornar minoria em seus próprios países no próximo século.
A profecia de Nossa Senhora não significa uma fatalidade irreversível, mas um aspecto de realidade condicional. Não se espere, contudo, um retorno religioso, uma restauração da Cristandade. Para tanto seria preciso um milagre de proporções apocalípticas. Pode haver, contudo, a manutenção e disseminação dos valores tradicionais, muitos dos quais são de origem católica, dentro dos países ocidentais, se houver um renascimento do nacionalismo político e uma desmoralização universal dos valores globalistas.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Para que lado é o "Ocidente"?


"Do Establishment, uma notícia de última hora. A maior ameaça de nossos dias, escreve Andrew Michta, decano da Faculdade de Estudos Internacionais e de Segurança no Centro Europeu George C. Marshall para Estudos sobre Segurança, é a "auto-induzida desconstrução do Ocidente".
Em coluna complementar intitulada "A Crise da Civilização Ocidental", David Brooks, do New York Times, identifica assim o impulso pela autodestruição: "Começando várias décadas atrás, muitas pessoas, especialmente nas universidades, perderam fé na narrativa da civilização ocidental. Elas pararam de ensiná-la, e a grande correia de transmissão cultural se partiu."
O que imediatamente impressiona nestas observações é a implicação de que este colapso generalizado e dentro do "Ocidente" ou sua "narrativa" foram algo espontâneo.
Brooks escreve: "São surpreendentes os efeitos de longo alcance que isso produziu. É como se um vento predominante, que impulsionasse todos os navios no mar, tivesse subitamente parado de soprar."
Seria certamente impressionante se o que ambos descrevem fosse o fenômeno natural que querem fazer crer. Mas a história (não a "história da corte") nos diz tudo que precisamos saber sobre como exatamente este colapso aconteceu. Para começo de conversa, não foi nada natural. A caminho já há bastante tempo, por quase três quartos de século, o Marxismo-Leninismo estava em guerra contra o Ocidente, seu quadro principal de pessoal em Moscou e outras capitais comunistas, seus oficiais e soldados rasos em todo lugar, especialmente nas capitais não-comunistas. Essa guerra foi travada por verdadeiros exércitos da polícia secreta soviética e redes militares, completas com controladores, agentes de influência, "parceiros de viagem" pró-comunistas e idiotas, que, em meio a sua mais convencional espionagem militar, diplomática e industrial, tomaram conta, ocuparam e também colonizaram vastas faixas do pensamento ocidental, algumas das quais bastante hospitaleiras. Lembram-se de "corroer por dentro"?* Michta e Brooks não se lembram.
Acontece que um dos mais brilhantes golpes comunistas foi fazer com que os agentes de subversão desaparecessem da memória coletiva. Isso explicaria sua ausência nos relatos de Michta e Brooks? Este último parece não perceber que cometeu o perfeito lapso leninista ao lamentar a passagem interrompida dos ideais ocidentais de uma geração à seguinte como uma quebra na "correia de transmissão" – o nome dado por Lênin para o mecanismo que os bolcheviques usam para transmitir a linha do partido às "massas".
Esses indicadores mostram que a conquista marxista do Ocidente se tornou, na verdade, invisível. É como se as faculdades e universidades em toda esta nação que "venceu" a Guerra Fria, por exemplo, tenham automaticamente se tornado postos avançados de Marx; a "perda de fé" veio em seguida. Lembre-se (ou melhor, não) do que o chefe do Comintern, Georgi Dimitrov, supostamente disse: "Um professor de universidade que, sem ser membro do partido, dá seu apoio aos interesses da União Soviética, tem mais valor do que cem homens com carteiras do partido." Enquanto isso, segundo detalhadas e metódicas investigações federais e estaduais da metade do século passado – todas completamente esquecidas/descartadas – houve vários comunistas de carteira secretamente "bolchevizando" as salas de aula e os laboratórios americanos décadas antes que os "anos 60" sequer tivessem começado. Segundo a mitologia (história falsa), os anos 60 deram supostamente início ao desenlace espontâneo do Ocidente. A mesma espécie de sabedoria convencional diz que é destino manifesto que a medicina americana terminará sendo controlada pelo Estado.
Michta se anima ao perceber "o despertar da política de identidade de grupo"; como também "as narrativas de elite substituindo orgulho por vergonha"; contudo, não vê conexões históricas entre as divisões incitadas ou as campanhas de desmoralização e as estratégias comunistas de longo alcance.
É como se uma coisa não levasse e não pudesse levar à outra. A saber: "Após décadas da proverbial 'longa marcha' de Gramsci pelas instituições educacionais e culturais", escreve Michta, "as sociedades ocidentais mudaram em formas que tornam a mobilização ao redor de uma idéia comum de nação cada vez mais problemática." Verdadeiro, embora oblíquo. Apesar disso, o decano conclui que o colapso resultante é "auto-induzido."
Há de fato um tempo em que o colapso, a perda de fé e todo o resto são "auto-induzidos"; autoperpetuados, certamente – quando a podridão ideológica é sistêmica. Há muito já passamos deste estado de crise. Agora, o ponto de entrada e o curso da doença estão simplesmente esquecidos.
Então, outra vez, eu penso que eles e eu estamos falando de duas noções completamente diferentes do "Ocidente" em perigo".
(Diana West, Which Way Is “West”?)

*N. do T.: A expressão "corroer por dentro" ("bore from within") significa juntar-se a um partido oposto ou a um grupo que defende uma visão política a que você se opõe, com a intenção de subvertê-los ou convertê-los à sua opinião. A expressão foi usada em um manifesto do Partido dos Trabalhadores da América em 1921.

sábado, 22 de julho de 2017

A democracia é antibíblica


"Os pressupostos subjacentes da democracia são contrários à visão bíblica do homem. Se nos reconhecemos como criaturas caídas, então não podemos acreditar que cada homem sabe o que é melhor para si e se inclina a escolher de forma apropriada. A democracia só é aceitável se aceitamos a visão “iluminista” (maçônica) do século XVIII de que os seres humanos nascem puros e imbuídos pela natureza de todos os conhecimentos e virtudes necessários.
O amor da América pela democracia está diretamente ligado à heresia de que todo homem é seu próprio sacerdote, um livre agente espiritual que pode interpretar as Escrituras sozinho e não precisa da intercessão de um sacerdócio formal ou santos. Isso, obviamente, contradiz o fato de que Jesus escolheu doze apóstolos dotados de ensinamentos e autoridade especiais para liderar suas centenas de discípulos.
A democracia também é antibíblica na medida em que substitui a verdade absoluta, universal e imutável revelada por Deus pela "vontade da maioria" subjetiva e mutável. Se a palavra de Deus diz uma coisa e a vontade da maioria diz o contrário, a maioria humana ganha em uma democracia. Isto é visto nas duas únicas "eleições" na Bíblia - no Antigo Testamento, as pessoas pediram que Aarão fizesse um bezerro de ouro para que adorassem. No Novo Testamento, as pessoas gritaram "crucifiquem Jesus, dêem-nos Barrabás!" O Senhor não tem nenhum voto e nenhum veto em uma democracia. É por isso que o Senhor nunca submeteu as leis dos antigos israelitas ao voto, nunca lhes pediu que elegessem profetas e nunca fez a monarquia ou a classe sacerdotal depender da vontade da maioria.
Deus sempre designou patriarcas, profetas, juízes, sacerdotes e reis para governar seu povo. Cristo considerou adequado equipar sua Igreja com um governante e príncipes. A monarquia é a única forma de governo que a Igreja tem apoiado consistentemente há milhares de anos. Ironicamente, quando lhe é dada a democracia, a maioria eventualmente elege um tirano muito pior do que qualquer monarca, pois os monarcas são, pelo menos, responsáveis perante a Igreja, seus herdeiros e seus nobres rivais.
Muitos apontarão para os reis ruins da história. Isso é parecido com a condenação do sistema de governo dos Estados Unidos com base em alguns presidentes ruins. Além disso, os piores reis da história apenas agiram despoticamente quando romperam com a influência atenuante da Igreja e esmagaram o poder dos nobres, dois controles tradicionais sobre o poder de um monarca.
A democracia também pode destruir o patriotismo a partir do momento em que a maioria dos cidadãos vem a consistir de estrangeiros que recusam-se a se integrar culturalmente e de marxistas culturais que detestam a si mesmos e que sofreram uma lavagem cerebral para odiar o patrimônio de sua nação. A maioria também pode falir um país, votando naqueles que lhes concederão infinitos benefícios sociais e cortes nos impostos, pagando por isso com dinheiro emprestado de nações inimigas.
Deus é o autor da natureza, e a natureza torna os homens desiguais. Alguns homens são mais virtuosos, fortes, imaginativos, inteligentes, corajosos e trabalhadores. A maioria geralmente está equipada para trabalho manual não qualificado ou qualificado, não para decisão. Apenas um pequeno número de homens é naturalmente adequado para assumir a responsabilidade pelo bem-estar da comunidade. Mas em uma democracia, um homem que busca ser eleito precisa apenas de riqueza e carisma, qualidades mais comuns entre criminosos do que em santos. E para o candidato ou partido ao qual falta riqueza, o dinheiro é facilmente emprestado ao custo de vender sua alma a banqueiros estrangeiros e empresas corruptas que desejam escravizar os cidadãos em dívidas.
A democracia transforma cada homem em membro de um partido rival, atacando o vizinho. Os partidos ganham adeptos zelosos, agravando as tensões entre grupos étnicos, classes sociais e castas. Isso resultou em terror e até mesmo genocídio. Como um deus da mitologia grega, a democracia mata seu pai e come seus filhos. Quando o homem se eleva ao trono de Deus, tudo o que ele pode trazer é o inferno na terra".
(Postagem anônima do Facebook na página Legion of St. Michael the Archangel)

quarta-feira, 19 de julho de 2017

A marca infalível da heresia


"Por influência dos “velhos” modernistas, em suma, os novos teólogos — Lubac à frente — por seu naturalismo e seu relativismo não se limitavam a negar uma ou outra verdade de fé, mas atacavam as raízes sobrenaturais da Igreja, acabando por destruí-la por via de inflação, ou seja, através da sua identificação progressiva com toda a humanidade.
Mas o que espanta mais nessa sopa de cultura de fermentos maléficos, que são os meios do novo modernismo, é sem dúvida a soberba destes pseudo “reformadores”, fundada na pretensão de ter nem mais nem menos redescoberto o “cristianismo autêntico” (perdido pela “velha” Igreja ao longo dos séculos).
Eu saúdo antes de tudo — escrevia em 1945 Blondel a Lubac — sua grande obra O Natural, pois se é útil e até necessário destruir os erros, é ainda mais importante expor a fundo a verdade do cristianismo autêntico...”. (e, como por acaso, o que pretendem hoje os partidários do Concílio Vaticano II, senão ter finalmente descoberto, depois de dois mil anos, o “cristianismo autêntico”?).
Esta pretensão se repete constantemente na história das heresias, trata-se de um sinal infalível para reconhecermos o herético: dos gnósticos dos séculos II e III até os Cátaros medievais, de Ário de Alexandria até Lutero, de Nestório até os modernistas e os “novos teólogos”, todos pretendem ser os descobridores e restauradores do “verdadeiro cristianismo”.
O Senhor... dissipou aqueles que se orgulhavam com os pensamentos do seu coração”: mesmo a condenação ulterior da nova teologia pelo Soberano Pontífice Pio XII não conseguirá dobrar o orgulho presunçoso dos novos teólogos, nem convencê-los a abandonar seu plano pretensioso de reformar a Igreja."

http://permanencia.org.br